21/06/2007
Dom Juan em crise...
Eu estava lá... Era eu mesmo em cena na cama... era eu mesmo. Tudo intenso. Tudo muito intenso. E eu pensando em traição, traição, traição... Como um tambor ancestral que ecoasse em meus ouvidos o sabor de outros corpos. Feri-me de não sei quê de não conseguir parar. Feri-me de tua reprovação. Não parava: o tambor tum-tum-tum... Bem no exato momento do só nós dois ouvia o tambor. Quem poderia mudar aquilo? Era intenso: o tambor, você e meus pensamentos. Tudo intensamente real. Chamava-me de traidor. Dizia-me um safado. E eu sem culpa. Sem nenhuma culpa, pensando em outros corpos. O teu corpo me bastava naquele dia do intenso de nós dois. Mas o depois sempre vem... Sempre vem...
Assinar:
Comentários (Atom)