21/02/2008

Ausência de cores...

Labaredas repletas de tons. Antes era assim. Agora nada me alcança. Fugi para longe em disparada e quando olhei para trás nada me perseguia. Não havia sentido no que já estava longe e o que vislumbro pela frente ainda cega pelo excesso de incompreensão. Visto-me de um dia comum todos os dias. A noite cavalgo com meus pensamentos nebulosos. Sinto-me febril por uma ausência de encanto que se instalou. A sinceridade de tudo vagueia e o desequilíbrio permanece ileso. A rota do que fazer está em algum lugar escondida na memória do futuro. Já eram os deuses todos. Ganhei uma bengala para trotar no meio das vitrines. Evito cair, pois os sentidos do levantar não viriam ao meu alcance. Salto todos os dias para fora do ter que entender, resolver, planejar, realizar. Meu canto propaga-se em gemidos num labirinto vazio. Um dia já habitei aqui, neste corpo. Hoje o carrego comigo.