19/08/2007
Festa de cores...
Foi para longe misturar cores que fizessem os minutos dançarem num domingo cinza. Cumpria atividades vãs quando um par de olhos o fez esquecer do cinza dos domingos. Pulou para dentro daquele corpo qual criança em parque de diversões e nele fez a festa. Depois de anos se virou para o lado e ficou ele também cinza e com saudades dos primeiros olhares. Arrastava-se pelos dias o cotidiano banal aumentando a ânsia de intensidade das horas. Decidiu caminhar para longe, longe, longe, até onde os músculos dissessem não. Assim despistava o desespero e uma quase excitação o cobria de esperanças inocentes. Era noite e o frio da cidade a beira mar tornava aquele momento agudamente poético e solitário. Deparou-se outra vez, como há muito não acontecia, com os pêlos em riste. Seu corpo tremia, mas o passo inseguro não o impediu de seguir em direção ao desejo. Recomeçava novamente a festa de cores. Fechou os olhos e uma vez mais mergulhou no corpo desconhecido que fez os minutos dançarem num domingo cinza.
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