Amolo minha faca para cortar a indescritível dormência da pós-modernidade. Haja facão! Tento fazer fronteira com o reencantamento do mundo, mas a cerca das notícias não me deixa. Sabe-se lá o que se passa para além das notícias. A vida? Vibra muito tudo o que não sai na televisão. Aceleramos rumo ao coletivo que já não é mais político sem deixar de sê-lo.
E enfim, quando chega a sexta-feira vamos todos ao centro do dragão, mas não é no centro que ficamos, pois o que vibra é seu entorno. O de dentro é apenas passarela fria que leva rumo aos encontros. É em busca deles que vamos. É em busca daqueles a nós destinados que vamos. Ainda que por uma noite, teremos, seremos, celebraremos. Nos encontraremos ou não. Antes disso, no comesinho dos dias, alimentamos nossa alma e vaidade de expectativas vãs. Cabelos e barriga em ordem ou não. Lá vamos nós desafiando os magazines e as beldades desejantes. As afrontamos com nossos corpos reais, mas nem por isso deixamos de consumi-las em silêncio. O que diriam em uníssono nosso inconsciente coletivo diante das bancas de revistas? Melhor calar para não gritar o desejo da beleza photoshop. E o corpo feminino, que tudo vende, segue vendendo também angústias veladas e ansiedades disfarçadas que são distribuídas como brindes dos demais artefatos. Tantos. São tantos os artefatos como os fatos da vida. Vida dentro do artefato até o talo, até o caroço, até o pescoço. Vida afogada em mercadorias-alegorias. Fundo, tão fundo que já não se ouvem o gritos. Ouve-se apenas os murmúrios vindos dos consultórios pré-à-porter que não param de simular a cura para o incurável.
E enfim, quando chega a sexta-feira vamos todos ao centro do dragão, mas não é no centro que ficamos, pois o que vibra é seu entorno. O de dentro é apenas passarela fria que leva rumo aos encontros. É em busca deles que vamos. É em busca daqueles a nós destinados que vamos. Ainda que por uma noite, teremos, seremos, celebraremos. Nos encontraremos ou não. Antes disso, no comesinho dos dias, alimentamos nossa alma e vaidade de expectativas vãs. Cabelos e barriga em ordem ou não. Lá vamos nós desafiando os magazines e as beldades desejantes. As afrontamos com nossos corpos reais, mas nem por isso deixamos de consumi-las em silêncio. O que diriam em uníssono nosso inconsciente coletivo diante das bancas de revistas? Melhor calar para não gritar o desejo da beleza photoshop. E o corpo feminino, que tudo vende, segue vendendo também angústias veladas e ansiedades disfarçadas que são distribuídas como brindes dos demais artefatos. Tantos. São tantos os artefatos como os fatos da vida. Vida dentro do artefato até o talo, até o caroço, até o pescoço. Vida afogada em mercadorias-alegorias. Fundo, tão fundo que já não se ouvem o gritos. Ouve-se apenas os murmúrios vindos dos consultórios pré-à-porter que não param de simular a cura para o incurável.
Ainda assim vamos em busca do mundo reencantado. Vamos?
3 comentários:
O mal entra pela boca...
Saio tal qual um cão faminto a devorar uma comida que não me sacia mais.
A ansiedade do meu espírito faz-me sentir angustiada, insegura e com um aperto enorme no coração...
Como queria me libertar disso tudo!
Sou o caos, porém, às vezes consigo ser agregadora de pedaços confusos e espalhados pelo chão.
Talvez me sinta assim por mais um tempo...
Espero conseguir suportar o meu invisível inimigo, o meu medo amedrontador...
Mas, em alguns momentos, sinto uma paz. Paz que é indiferente aos problemas, medos ou frustrações...
A paz que só quer sentir no rosto o vento,
Quer se deter no balanço das folhas de uma árvore
Num gesto que lembra que as coisas da vida vão e vêm...
em vez de comentar resolvi te mandar alguns pensamentos ok.abraco
p.s:vc escreve muito bem
"É em busca daqueles a nós destinados que vamos."
Postar um comentário