10/04/2007
Procura-se: "Alma Afoita".
Ela resolveu sair por aí. Não chovia, fazia até bom tempo e nada de extraordinário existia naquele dia. - Volta aqui! Berrou antes que ela se fosse. E foi. Mas antes o olhou de soslaio, piscou e riu. Riu não. Gargalhou. Tudo às suas custas. Aquela “Alma Afoita” sem nenhum motivo aparente ia embora e dessa vez era de vez. Bastava! Cansou de esperar pela cura. Iria ela mesma reinventar um extra cotidiano radical, sem precedentes. Desde então o moço espalhou cartazes por todo o mundo onde se lia: - Procura-se alma rebelada de um rapaz de vinte e oito anos, estatura mediana, oferece-se recompensa em euros, valor a combinar. Espalhou, sobretudo nos aeroportos, pois ela havia dito que iria para longe. Não adiantou. Os cartazes amarelados ainda estão por lá. Silêncio. Ele espera. Cabelos brancos. Sentado. Até o fim.
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