25/03/2007

Domingo... banal...

Aquieto-me como o domingo que finda. Daqui posso ver o mar e agora ouço também o sino da Igreja do Carmo anunciando o silêncio do centro de Fortaleza. O agora é quando? Não... não estou melancólica. Apenas sinto um estranho chamado da escrita para traduzir esse momento banal. Já que não é eficaz minha corrida contra o tempo para sentir no correr das horas a repetição do sabor efêmero do momentos de intensidade, então, escrevo. Presentifico o banal, o corriqueiro, o domingueiro. Isso beira ao tédio? Não. É quase bela a solidão do momento banal. Olho em volta e fixo-me nas cores. Quem precisa delas? Estão por toda parte. Para que servem num momento como esse? E eu, para que sirvo? Aos outros? Poucos. Sinto-me também banal. Somos todos? Esse fascínio pelo Tempo não me larga. Mas é melhor acordar meu corpo antes de submergir no banal. Ele se movimenta e me movimenta. Ajuda-me na fuga do agora. Vou suar. Vou sentir.

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